Tudo é silêncio dentro deste apartamento. Mas pela janela chegam vozes de crianças brincando, e estalos suaves de palmas leves, e o som das rodas dos carros sobre o asfalto. Há trechos brevíssimos de música indistinguível e um rumor distante, contínuo e inclassificável, que gosto de imaginar, mesmo sabendo que é impossível que ele chegue até aqui, que é o das ondas batendo na praia, lá longe. É domingo. Agora me explique: por que nos outros dias você não nota estas coisas?
domingo, 14 de dezembro de 2008
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